Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Tito de Morais - Revista à GNR

Presidente da Assembleia da República - 1983
Devolução da estátua de José Estevão ao espaço público



publicado por CCTM às 00:54
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Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

...Sem a contribuição de Tito de Morais nas acções lançadas nos areópagos internacionais, sem a sua actividade política como Secretário de Organização da ASP e a criação do "Portugal Socialista", sem o seu trabalho junto das comunidades de emigrantes constituindo os Núcleos que estiveram no Congresso da fundação e sem a pressão que permanentemente colocava para que o trabalho político progredisse, o Partido Socialista não teria sido fundado em Abril de 1973. Data limite para a acção histórica desempenhada pelo PS em Portugal no período pós 25 de Abril, conforme os acontecimentos vieram a confirmar.

Como Mário Soares afirmou num depoimento:

"... foi devido, em grande parte, à vontade política inquebrantável de Manuel Tito de Morais que os obstáculos foram vencidos e o PS começou."



publicado por Jose Neves às 00:16
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Acção Socialista “Manuel Tito de Morais foi uma personalidade única, um exemplo moral para todos nós, pela determinação, coragem e coerência com que defendeu as suas ideias de liberdade e justiça social”,

afirmou o presidente do PS, Almeida Santos, na cerimónia, no dia 14, no cemitério da Guia, em Cascais, que assinalou os dez anos da morte do fundador do nosso partido e antigo presidente da Assembleia da República.

“Nunca conheci ninguém cujo carácter, honradez, integridade moral, coragem e coerência das ideias me tenham impressionado tanto, por isso foi a figura política que mais me marcou”,

referiu o presidente do PS, sublinhando que

“é preciso não esquecer homens como Tito de Morais que foi um resistente pela liberdade e democracia, com os sacrifícios inerentes, desde a prisão ao exílio”.



publicado por CCTM às 17:05
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Manuscrito Manuel Alegre

Manuscrito de Manuel Alegre - 1989.04.26
Jantar do G.P. do PS

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publicado por Luis Novaes Tito às 01:17
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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Contentores Em finais de 1975, recebi um convite para trabalhar no Gabinete do Secretário de Estado do Emprego como assessor para a área do emprego e formação profissional, minha especialidade técnica no IEFP.

Em 1 de Dezembro, após breve encontro com o chefe do gabinete, fui apresentado pessoalmente ao Eng. Tito de Morais, pessoa que, não obstante não conhecer pessoalmente, há muito admirava.

Foi logo manifestada uma grande empatia entre ambos. Aquela figura franzina de uma correcção extrema, deixou-me imediatamente estupefacto pelo facto de, não obstante o curto tempo de acção governativa que levava, já dominar com grande profundidade as necessidades imediatas do emprego e formação profissional, a dimensão da capacidade de resposta dos serviços, o nome de todos os dirigentes cuja competência era reconhecida independentemente da ideologia seguida.

Muitos foram aqueles que independentemente da cor partidária lhe ficaram eternamente reconhecidos, dedicando-lhe o respeito e a consideração que este Homem de Princípios merecia.

Entre inúmeras acções realizadas, vem-me à memória um episódio que jamais esquecerei. Os chamados “Homens da Rua” do sector portuário eram trabalhadores sem qualquer protecção social que há muito vinham solicitando uma solução para a sua difícil situação. Havia casos de extrema penúria porquanto não conseguiam trabalho continuado chegando a estar grandes períodos sem laborar e, como tal, não conseguiam angariar os meios de sobrevivência. Várias vezes os seus representantes foram recebidos no Gabinete mas o assunto não era de fácil resolução. Todos os dias se concentravam à porta do Ministério do Trabalho, na Praça de Londres, edifício onde no 16º andar estávamos instalados. Sem nada prometer, como era seu hábito, no meio de imensos assuntos que exigiam uma actuação imediata, Tito nunca esqueceu o drama dos Homens da Rua.

Apesar das dificuldades de vária ordem, incluindo dificuldades legais, o subsídio de desemprego acabou por se tornar realidade. Dias antes da decisão ser tornada pública, acompanhava eu o Secretário de Estado, vejo uma enorme algazarra à porta do Ministério. Receei pela reacção daquela gente ao reconhecer o governante de quem dependia a solução da sua precária situação. Qual espanto meu quando se ouve uma voz entre a multidão dizer:

Camaradas, vem aí o “Nosso Homem", o Engenheiro Tito de Morais!

De imediato abriram alas entre imensas palmas e Tito de Morais pondo os olhos no chão envergonhadamente entrou no Ministério. Voltando-se para mim disse: Mas que fiz eu para merecer isto!

Personagem de grande rigor político. Homem de uma só palavra, foi e soube ser incómodo em muitos momentos da vida deste País. Hoje faz-nos falta tal incomodidade porque era justa.

Vamos comemorar o centenário de Tito de Morais por ele, por nós, por Portugal que precisa cada vez mais de ter presente o nome e a obra dos poucos que têm sabido dignificar a palavra Povo.



publicado por Alvaro Sales Lopes às 02:26
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Campanha Norton de Matos

Campanha do General Norton de Matos - Coimbra
1949



publicado por CCTM às 00:01
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Maria Barroso - Maryvonne CampinosTito c’est ainsi que je l’ai toujours appelé était dans mon cœur mon père “portugais” en effet arrivée au Portugal après le 25 Avril j’ai été intégrée immédiatement dans sa famille avec Jorge, par Jorge je devrais dire.

En effet existait entre eux une amitié profonde fondée dans une communion idéologique dont les bases étaient avant tout la droiture et l’honnêteté.

Dans les moments difficiles de l’instauration de la démocratie c’est dans sa maison autour d’un diner que les grandes discussions sur les lignes stratégiques du PS et l’avenir de la démocratie avaient lieu, toujours chaleureuses malgré les désaccords.

Et combien de diners…et combien de weekends dans leur petite maison louée à Malveira da Serra dans laquelle toute la famille passait, y compris mes deux garçons qui là pouvaient s´épanouir.

De l’homme me manque cette patience qu’il avait à écouter ma différence bien qu’ayant des idées très arrêtées.

Du politique, j’ai gardé l’orgueil d’avoir pu bénéficier de l’intimité d’un homme droit, honnête, de principes qui a joué un rôle fondamental dans la création de l’ASP, du PS et l’avenir du Portugal.

Tito comme tu me manques et combien tu manques à cette démocratie si peu sure d’elle même, replète d’hommes qui ne t’arriveront jamais à la cheville!

Saudades

Maryvonne Campinos

(recebido por email em 2010.01.13)



publicado por CCTM às 00:01
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Raimundo Narciso - Avante 1973

" - Então qual é o teu blog? – interroguei o Jaime Mendes – Que ainda não tinha, faltava escolher o nome. Recentemente anunciou-me, naquela feira de "amizades” e bolsa de encontros que é o Facebook, que já velejava em velocidade de cruzeiro.

Um dos seus primeiros posts foi dedicado ao sogro, Tito de Morais, um dirigente histórico fundador do PS, político muito respeitado e carismático representante da ala esquerda do Partido Socialista. A leitura fez-me recuar ao ano de 1973, ia eu no meu oitavo ano a viver na clandestinidade e na sexta casa clandestina, então em Odivelas. A Leonor já ia com três anos de idade (e de clandestinidade mas sem dar por isso) a Maria esperava o José para Março do ano seguinte.

O post do Jaime conduziu-me ao histórico e clandestino primeiro e único (antes do "25 de Abril") encontro de delegações do Conselho Directivo do Partido Socialista, recém-constituído e do Comité Central do PCP, em Paris. O "Comunicado Comum" saído da reunião e publicado no Avante clandestino de Outubro de 1973 (na imagem) refere como data o mês de Setembro mas não oferece, por causa da PIDE, mais nenhuns dados, nem o dia, nem o país ou a cidade onde teve lugar ou a composição das delegações.

Sei que a reunião foi em Paris porque participei nela e lembro-me bem de que ocorreu na manhã de 12 de Setembro de 1973, como explicarei."

Raimundo Narciso

Continue a ler em Caminhos da Memória.

Imagem de: Raimundo Narciso (fazer clik para ler a imagem)



publicado por CCTM às 00:01
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Este Blog pretende recolher depoimentos, documentos e outros materiais relativos à vida de Manuel Alfredo Tito de Morais.

Todos os apontamentos e histórias vividas serão bem aceites e publicados desde que os seus autores estejam identificados.

A nossa caixa de correio electrónico cctm@sapo.pt está à vossa disposição.



publicado por CCTM às 01:45
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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Fonte Luminosa 1975

Fonte Luminosa - Lisboa
1975.11.22



publicado por CCTM às 11:29
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Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

José Leitão - Portugal Socialista nº214Tito de Morais é um homem de princípios, um daqueles militantes que o são não apenas uns dias, nem alguns anos, mas ao longo de toda uma vida e que por isso mesmo, como dizia Bertolt Brecht num célebre poema, “são imprescindíveis”.

Daí que tivesse que ser homenageado nas páginas do Portugal Socialista que criou no exílio com tantos sacrifícios e que, feliz coincidência, este número assinale o reinício da sua publicação regular.

Tito de Morais foi também, como refere Mário Soares, “o grande organizador do Partido Socialista na versão que lhe foi impressa desde a sua fundação, em Bad Munsterelifel, em 1973”.

Mas é também “um dos fundadores do nosso regime democrático e uma grande referência do socialismo humanista” e “um lutador indomável”, a quem Jorge Sampaio, como Presidente da República, expressa “o testemunho de gratidão por tudo o que tem feito para que Portugal seja um país livre e solidário”.

É a gratidão que lhe é devida não só pelos socialistas, mas por todos os democratas pois como afirma António Guterres “Manuel Tito de Morais sempre deu tudo pela liberdade, sempre deu tudo pela democracia, sempre deu tudo pelo PS”, desta forma, “para assim dar tudo por Portugal”.

A coerência, verticalidade, honestidade e integridade de Tito de Morais, inseparáveis do homem de princípios que o Tito de Morais sempre foi, fazem dele um exemplo para as jovens gerações do que deve ser a generosidade do compromisso político.

É por isso um acto de pedagogia cívico e socialista, promover esta homenagem ao Tito de Morais e divulgar todos estes testemunhos sobre o combate corajoso que sempre travou pelo socialismo democrático.

Testemunho de novos e velhos companheiros de luta, cujas vidas se cruzaram com a sua e a partir daí se tornaram por isso mesmo mais exigentes no esforço de construir um Portugal Socialista. De referir a entrevista ao Tito de Morais que a Maria José Calheiros da Gama elaborou e que se publica neste número, que constitui um esboço do que poderá vir a ser um estudo sobre a sua vida e acção, que se torna urgente começar a fazer.

É por isso que, como a luta do Tito de Morais continua, esta homenagem é apenas um momento de justificada gratidão, de muitos que com ele querem continuar a lutar a seu lado.

José Leitão

Fonte: Portugal Socialista 214 – Outubro de 1996

Notas: José Leitão era na altura o Director do Portugal Socialista e este texto foi o editorial deste número especial.

José Leitão é actualmente o autor do Blog Inclusão e Cidadania



publicado por CCTM às 01:55
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Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

António Reis - Portugal Socialista nº214 Conheci pessoalmente o Manuel Tito de Morais em Agosto de 1973, quando, na companhia de Sottomayor Cardia e de Marcelo Curto, me desloquei a Paris para participar nas reuniões do Secretariado do Partido Socialista, destinadas a ultimar a primeira Declaração de Princípios e o primeiro Programa do PS, ainda na clandestinidade. Tinha 25 anos muito sangue na guelra e uma certa desconfiança ideológica em relação à “velha guarda” do PS, que suspeitava de inaceitáveis tentações reformistas social-democratas... Qual não foi, porém, o meu espanto ao confrontar-me com o radicalismo programático tanto do Tito como do Ramos da Costa, que o Mário Soares e o Campinos tentavam sem êxito sofrear, em intermináveis discussões numa sala da sede da Fundação ligada ao PS francês! Surpreendido com aqueles aliados inesperados, a corrente de simpatia e amizade mútua rapidamente se estabeleceu para não mais se perder. E quantas vezes não dei por mim, ao longo deste 23 anos, a ver-me superado em determinação, arreigadas convicções, intransigência ideológica ou simplesmente estratégica, pelo Manuel Alfredo, socialista de antes quebrar do que torcer.

Na resistência à ditadura, na revolução, no poder e na oposição em regime democrático, nunca o Tito se deixou enlear pelos cantos de sereia das atitudes acomodatícias e dos oportunismos tácticos ou pelos “diktats” da realpolitik” frutos tantas vezes de um pragmatismo sem alma. Excessivo e teimoso na sua coerência ideológica? Ingénuo num mundo que persiste em ignorar a utopia e em deitar por terra tantos e tão nobres ideais? Provavelmente sim, em parte. Mas o que seria de nós se não tivéssemos alguém, como ele, com coragem e determinação para, em cada encruzilhada, nos alertar contra as tentações capitulacionistas e contra as ingenuidades de sinal contrário, que também as há? Por isso, o Tito permanece uma referência ética e moral no nosso Partido, cujo exemplo de vida e cuja voz se impõem à consciência de cada militante e de cada dirigente.

Sei que, na sua modéstia de revolucionário e socialista íntegro, ele detesta homenagens, porventura suspeitando também dos refinados exercícios de hipocrisia ou instrumentalização de uma vida a que tais ocasiões tantas vezes se prestam. Mas estou convicto de que ele saberá interpretar esta iniciativa, em boa hora levada a cabo por camaradas militantes de base e não pela direcção do Partido, como a expressão sadia e sincera de um sentimento de admiração por tudo o quanto ele representa no coração dos socialistas deste País e de um desejo de ver os valores por que sempre lutou mais presentes no quotidiano do PS e na acção dos seus governantes. Em tempos de tentações mediáticas de instituir um “jet-set rosa” em tudo idêntico ao “jet-set laranja”, bom é que meditemos um pouco neste exemplo de coerência e austeridade, a fazer lembrar as velhas virtudes cívicas republicanas, hoje infelizmente esquecidas.

António Reis

Fonte: Portugal Socialista 214 – Outubro de 1996



publicado por CCTM às 03:14
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Domingo, 3 de Janeiro de 2010

António José Seguro - Portugal Socialista nº214 Manuel Tito de Morais é uma das mais importantes referências do Partido Socialista. Com Mário Soares e Ramos da Costa fundou a ASP e depois o PS.

Homem de tradições republicanas, oposicionista da primeira hora ao regime do Estado Novo, defendeu sempre o Socialismo Democrático como a melhor solução para Portugal.

No seu exílio, em Itália, teve um papel fundamental na ligação dos socialistas portugueses aos socialistas europeus, e esteve por detrás da criação do símbolo do PS.

Logo a seguir ao 25 de Abril, Tito de Morais por ter participado em todos os momentos de oposição ao anterior regime, consegue fazer a ponte entre os diferentes sectores revolucionários.

Foi eleito Presidente da Assembleia da República.

Consciência moral e crítica dos socialistas, tem como principais características humanas a coerência e a determinação. Ainda hoje, fiel aos seus ideais de sempre, conserva uma juventude de espírito e a energia do combatente que sempre foi.

Ao meu Camarada Manuel Tito de Morais expresso a minha profunda admiração.

António José Seguro

Fonte: Portugal Socialista 214 – Outubro de 1996



publicado por CCTM às 04:02
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Radetzky March with Happy New Year on Neujahrskonzert


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publicado por Luis Novaes Tito às 23:20
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Tito de Morais - 1974
CCTM
Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais

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