Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Marcador da Fotobiografia



publicado por Luis Novaes Tito às 13:15
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O todo é maior que a soma das partes.
Max Wertheimer

 

Com a conclusão dos trabalhos da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais sela-se também este Blog que fica como repositório de informação sobre Manuel Alfredo Tito de Morais.

 

A informação nele contida é de utilização livre, pedindo-se unicamente a referência da fonte. (http://titomorais.blogs.sapo.pt)

 

Forte e fraternal abraço.
Luís Novaes Tito

 

 

 



publicado por Luis Novaes Tito às 13:08
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Audiência com o Presidente da República

 

Uma delegação da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais composta pela sua Presidente, Carolina Tito de Morais, pelo Coordenador Nacional, Luís Novaes Tito, e por José Neves foi recebida ontem, dia 28 de Julho, pelo Presidente da República a quem apresentou o relatório final das CCTM (publicado de seguida) e agradeceu a anuência de Cavaco Silva para ter presidido à Comissão de Honra das comemorações.

Tratou-se de um encontro de grande cordialidade onde se realçou, nas palavras do Presidente, "a importância de não deixar na História lapsos de tempo e de relevo para memória futura". Por parte da Comissão Executiva ficou a mensagem de que a homenagem nacional, promovida por iniciativa de um grupo de cidadãos, familiares e amigos de Tito de Morais, foi também um momento de evocação da ética e dos princípios que sempre deverão estar presentes no espírito de quem assume, em democracia, a condução política da Nação.

A CE foi acolhida no Palácio de Belém por António Araújo, Assessor para os Assuntos Políticos do PR, que igualmente acompanhou a audiência.



publicado por Luis Novaes Tito às 17:00
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No dia 28 de Julho de 2010 uma delegação da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais composta por Carolina Tito de Morais (Presidente da CE), Luís Novaes Tito (coordenador da CE) e José Neves foi recebida pelo Presidente da República, que também foi o Presidente da Comissão de Honra das CCTM, a quem agredeceu e apresentou o relatório final da concretização das Comemorações.



publicado por Luis Novaes Tito às 16:59
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Relatório do Coordenador da Comissão Executiva
das
Comemorações do Centenário de Tito de Morais

Aprovado por unanimidade e aclamação
2010.07.14

 

Preâmbulo
Com este relatório pretende-se fazer um resumo sucinto das actividades desenvolvidas por esta Comissão Executiva (CE) e deixar registo que encerre as suas actividades. Depois de aprovado na reunião da CE a realizar no dia 14 de Julho de 2010 deverá ser divulgado. Propõe-se que seja dado conhecimento deste relatório e do documento “Organização e Objectivos” da Comissão Executiva das CCTM ao Presidente da Comissão de Honra e aos principais intervenientes nas acções que foram implementadas.

Enquadramento
No segundo semestre de 2008, a filha mais velha de Manuel Alfredo Tito de Morais, Maria Carolina Tito de Morais Oliveira, começou a reunir familiares e amigos a quem transmitiu a ideia de promover, em 2010, uma homenagem nacional a seu pai por ocasião do centenário do seu nascimento e nessa altura constituir uma fundação ou associação que abarcasse não só a memória de Manuel Alfredo, mas também a de Tito Augusto de Morais, seu pai, e as de Maria Palmira e Augusto Tito de Morais, seus irmãos.

Lançada a ideia e constituído o grupo pró-comissão executiva, iniciaram-se diversos encontros em casa de Maria Carolina que, de forma informal, estabeleceram como objectivos gerais, entre outros, a criação de uma Comissão Executiva, de uma Comissão de Honra, de uma fundação ou associação Tito de Morais, de uma homenagem nacional na Assembleia da República, do descerramento de uma obra de arte pública no município de Lisboa que evocasse Manuel Tito de Morais e da construção e edição de uma fotobiografia.

A inexistência de fundos para realizar estas acções e a composição deste grupo ad-hoc integrado por cidadãos em regime de voluntariado, muitos só com disponibilidade pós-laboral, determinou que se constituísse uma Comissão Executiva coordenada centralmente mas composta de núcleos executivos com responsabilidade directa na consecução de cada um dos objectivos (Grupos de Trabalho) organizados e coordenados por um responsável e supervisionados por um coordenador-geral, que responderiam perante o plenário da Comissão Executiva. Para além destes GTs, todas as componentes de monitorização, de organização e de administração ficaram a cargo da CE composta pela presidente, pelo coordenador-geral, pela comissão de finanças e por todos os membros que constituíram os GTs.

Dado a ligação histórica do homenageado à fundação e organização da ASP e depois do Partido Socialista, estabeleceram-se contactos privilegiados com o Secretariado Nacional do PS com o intuito de fixar a sede da CE na Sede Nacional do Partido Socialista e fazer do PS o seu primeiro e mais importante parceiro.

A partir daí e conseguido o apoio logístico do Partido Socialista, desenvolveram-se os contactos fundamentais para promover o envolvimento de pessoas, organizações públicas e entidades privadas que garantissem a concretização do projecto. Obtido o assentimento genérico de Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República (AR), António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), de António Almeida Santos, Presidente do Partido Socialista (PS) e de Mário Soares, Presidente da Fundação Mário Soares (FMS) iniciou-se o planeamento e programação das acções. O escultor Jorge Melício, membro fundador da CE, apresentou a maqueta do seu projecto de arte pública que mais tarde veio a retirar por dificuldades de negociação com a CML. Perante isto a CE convidou o escultor Francisco Simões que, tendo de imediato aceite, acabou por concretizar a construção do busto de Tito de Morais.

Das diversas propostas de editores para a elaboração da fotobiografia, o Partido Socialista seleccionou a editora Guerra e Paz, tendo ficado acordado que adquiria 600 exemplares do livro, condição da editora para produzir a obra cujos conteúdos foram da responsabilidade integral da Comissão Executiva que entretanto já estava a trabalhar em pleno para concretização dos objectivos que tinha estabelecido.

Já no decurso do planeamento das acções pela Comissão Executiva foi decidido criar um Blog da Comissão Executiva para registo e divulgação das CCTM, com replicações para as redes sociais. Foi igualmente decidido solicitar à RTP a produção de um documentário sobre a vida de Tito de Morais e uma acção no Grande Oriente Lusitano.

Destaques no decurso dos trabalhos:
O falecimento de Raquel Reis (membro fundadora da CE)
A anuência do Senhor Presidente da República para presidir à Comissão de Honra e a anuência do Senhor Presidente da Assembleia da República, do Senhor Primeiro-Ministro e de todos os Presidentes dos Tribunais para integrarem a CH, facto que deu a estas CCTM a relevância de Comemorações Nacionais.

Contas
Ficam anexas a este relatório, as contas apresentadas pela Comissão de Finanças. A realização dos nossos trabalhos não obrigou à manipulação de qualquer monetário. As acções desenvolvidas foram directamente pagas pelas diversas entidades que promoveram os eventos a quem lhes prestou serviços. A impressão do catálogo-programa da autoria da CE constituiu um donativo sem quaisquer contrapartidas.

Material produzido:

Pela CE:
A fotobiografia de Manuel Tito de Morais;
O marcador do livro da fotobiografia;
O desdobrável-tríptico destinado às estruturas do Partido Socialista (com a colaboração gráfica da Fundação Junção do Bem e gráfica e tipográfica do Partido Socialista);
O catálogo-programa das CCTM (com a colaboração gráfica de Martins Lemos, Ldª e tipográfica de a Triunfadora);
O Blog da CE das CCTM (http://titomorais.blogs.sapo.pt) da autoria e administração e manutenção técnica do coordenador da CE das CCTM; 
O mural e eventos nas Redes Sociais (Facebook, Twitter e Plaxo); e
Os Estatutos da Associação Tito de Morais.

Pela AR:
A brochura biográfica de Tito de Morais;
Os convites para o descerramento da placa comemorativa da casa de Lisboa de Tito de Morais e para a sessão de Homenagem na Assembleia da República.

Pela CML:
O busto em bronze de autoria de Francisco Simões e a respectiva base em pedra;
Os convites para a sessão de abertura das CCTM no Palácio Galveias e para o descerramento do busto de Tito de Morais. 

Pelos CTT:
O postal-inteiro comemorativo do Centenário do Nascimento de Tito de Morais.

Pela FMS:
Os diversos painéis para a exposição fotográfica patente na sessão na FMS; 
Os convites para a sessão realizada na FMS.

Pelo GOL:
Os convites para a sessão realizada no Grande Oriente Lusitano.

Pela RTP:O documentário “Manuel Tito de Morais – Antes Quebrar que Torcer” produzido e realizado pela Panavídeo. 

Pelo PS
Edição Especial Comemorativa do Portugal Socialista (os convites aos autores dos depoimentos e a recolha, revisão e alinhamento dos textos foi da responsabilidade da CE);
Edição e publicação no Acção Socialista de diversos artigos sobre as actividades da CE, mobilização das estruturas do PS, divulgação do Voto de Homenagem a ser aprovado pelas diversas estruturas do PS, cobertura da Conferência de Imprensa e cobertura de diversos eventos no âmbito da semana de comemorações;
A placa evocativa de Tito de Morais, em liga metálica, afixada na entrada da Sede Nacional;
Os Roll Up usados em diversos eventos das CCTM;
A impressão do desdobrável-tríptico;
A impressão de cartões, papel timbrado e envelopes da CE;
Os convites para a sessão realizada na Sede Nacional.

Eventos produzidos:

• Lançamento da fotobiografia na Livraria Bertrand do Chiado. - Oradores: Teresa Loureiro, Guilherme d’Oliveira Martins e Nuno Tito de Morais Ramos de Almeida. - Assistência diversificada composta por muitos membros da Comissão de Honra e todos da Comissão Executiva, pelo Presidente do PS, personalidades ligadas à cultura, convidados e cidadãos em geral.
• Passagem do documentário "Antes quebrar que torcer" numa produção da Panavídeo para a RTP2 (e RTPi).
Sessão de abertura das CCTM no Palácio Galveias (cedência gratuita do edifício municipal pela CML). - Oradores: Catarina Vaz Pinto, Luís Novaes Tito, Pedro Coelho, Teresa Loureiro, Fernando Rosas e Teresa Tito de Morais Mendes. - Funcionou uma banca de venda da fotobiografia (da responsabilidade da editora). - Foi servido um porto de honra nos jardins do palácio. - Assistência diversificada com destaque para a Embaixadora da Argélia;
Descerramento da placa comemorativa na casa de Lisboa onde viveu Tito de Morais, uma acção conjunta da Assembleia da República e da Associação dos ex-deputados da Assembleia da República (AEDAR). - Oradores: Luís Barbosa, Manuel Tito de Morais Oliveira e Jaime Gama. -Descerramento com a Bandeira Nacional. - Assistência composta por deputados e ex-deputados da AR, Presidente do PS, elementos da CE e da CH, convidados e cidadãos em geral.
Emissão do postal-inteiro, uma acção conjunta dos Correios e Telecomunicações de Portugal (CTT) e da AR. - Oradores: Pedro Coelho e Carolina Tito de Morais. - Aposição por Jaime Gama, Pedro Coelho e Carolina Tito de Morais do carimbo comemorativo em diversos exemplares. - Assistência composta por deputados e ex-deputados da AR, representantes dos Grupos Parlamentares, Ministro dos Assuntos Parlamentares, representantes do Poder Judicial, representantes das Centrais Sindicais, das Confederações Patronais e das diversas Ordens profissionais, elementos da CE e da CH das CCTM, convidados e cidadãos em geral.
Sessão de homenagem nacional da Assembleia da República. - Oradores: Luís Barbosa (AEDAR), Domingos Abrantes (PCP), Fernando Rosas (BE), Narana Coissoró (CDS), Mota Amaral (PSD), Maria de Belém Roseira (PS), Carolina Tito de Morais (CE) e Jaime Gama (PAR). - A sessão decorreu na biblioteca da AR. - Esteve patente uma pequena exposição/mostra de documentação e imagem produzida no período em que Tito de Morais foi Presidente da AR. - Foi distribuída a brochura biográfica produzida pelos Serviços da Assembleia da República. - Foi servido um “porto de honra”. - Assistência composta por deputados e ex-deputados da AR, representantes dos Grupos Parlamentares, Ministro dos Assuntos Parlamentares, representantes do Poder Judicial, representantes das Centrais Sindicais e do Sindicato dos Jornalistas, das Confederações Patronais e de diversas Ordens Profissionais, elementos da CE e da CH das CCTM, convidados e cidadãos em geral.
Descerramento do busto de Tito de Morais pela Câmara Municipal de Lisboa. - O busto em bronze assente em base de pedra ficou implementado no jardim público na confluência da Rua das Amoreiras com a Dom João V, ao Largo do Rato. - Foi descerrado pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa e pelos filhos de Tito de Morais. - Foi tocado o Hino Maria da Fonte. - Oradores: Francisco Simões (escultor), Manuel Tito de Morais, Manuel Alegre e António Costa. - Assistência composta por muitos vereadores da Câmara Municipal de Lisboa, pelo Presidente e membros do Secretariado Nacional do PS, deputados da AR, elementos da CE e da CH das CCTM, convidados e cidadãos em geral, entre eles muitos munícipes de Lisboa.
Sessão de Homenagem no Grande Oriente Lusitano. - Oradores: Luís Medeiros Ferreira, José Paulo da Silva Graça, Amândio Silva, Manuel Tito de Morais Oliveira e António Reis. - Sessão Branca. - Visita ao Museu Maçónico. - Assistência composta por elementos da CE, por familiares de Tito de Morais e por convidados do GOL.
Escritura da Associação Tito de Morais. - Apresentação e escritura dos Estatutos da Associação o Acto notarial. - Assistência composta por elementos da CE, por familiares de Tito de Morais e pelos fundadores da Associação.
Sessão histórica na Fundação Mário Soares. - Oradores: Mário Soares, Medeiros Ferreira, Pezarat Correia e Isabel Tito de Morais Correia Pires. - A sessão decorreu no auditório da FMS. - Esteve patente uma pequena exposição fotográfica e documental promovida pela Fundação. - Foi servido um "porto de honra". -  Assistência diversificada composta por deputados, elementos da CE e da CH das CCTM, convidados da FMS e cidadãos em geral.
Homenagem da Comissão Executiva e do Partido Socialista. - Deposição de flores junto ao busto de Tito de Morais.
Sessão de encerramento das CCTM no Palácio Praia – Sede Nacional do Partido Socialista. - Descerramento de uma placa comemorativa na entrada da Sede Nacional do PS. - Descerramento com a Bandeira do Partido Socialista. - Tocou o Hino Oficial do Partido Socialista. - Sessão evocativa nos jardins do palácio. - Oradores: José Sócrates, José Neves, Carolina Tito de Morais e António de Almeida Santos. - Lançamento e distribuição do número especial do Portugal Socialista. - Tocou e cantou-se o Hino Nacional. - Funcionou uma banca de venda da fotobiografia (da responsabilidade da editora). - Foi servido um “porto de honra” nos jardins do palácio. - Assistência composta essencialmente pela direcção do Partido Socialista, fundadores do PS, elementos da CE e da CH das CCTM, membros dos órgãos distritais e concelhios e por militantes do PS.

 

Acervo entregue à Associação Tito de Morais:
- Dois exemplares da Fotobiografia da autoria da Comissão Executiva das CCTM editada pela Guerra e Paz. - Diversos exemplares do marcador de Livros da fotobiografia. - Um exemplar da brochura biográfica produzida pela Assembleia da República. - Diversos exemplares do catálogo-programa da autoria da CE das CCTM. - Diversos exemplares do desdobrável-tríptico da autoria da CE das CCTM. - Dois exemplares da edição especial comemorativa do Portugal Socialista.  Dois exemplares do postal-inteiro com carimbo do dia dos CTT/Assembleia da República. - Um poster do roll-up das CCTM. - Listagem final da Comissão de Honra. - Correspondência recebida e produzida no decurso dos trabalhos das CCTM. - O presente relatório. - O relatório de contas da CE. -Documento "Organização e Objectivos" da CE das CCTM. - Texto base da fotobiografia. - Cartas convite para a Comissão de Honra, Listagem de membros e colectânea de respostas. - Carta convite para depoimentos no Portugal Socialista, Listagem de convidados e colectânea de textos recebidos. - Carta convite e Voto de Homenagem enviados a todas as estruturas do PS, listagem e colectânea de respostas. - Listagem dos convidados da Comissão Executiva.

 

Recomendações à Associação Tito de Morais:
A ATM deverá recolher e compilar todos os registos efectuados no decurso das CCTM, em todos os suportes, como por exemplo, o documentário "Antes quebrar do que torcer", os filmes promocionais produzidos, os registos multimédia e fotográficos da AR, CML, PS, FMS, depoimentos e discursos dos diversos interventores e todo o registo feito no Blog da Comissão Executiva. Deverá ainda solicitar ao Partido Socialista uma colecção do Acção Socialista composta pelas edições deste jornal no período entre 2008 e o final de 2010.

 

São referências deste relatório:
- As Actas da Comissão Executiva, que tiveram como relatora até ao seu falecimento Raquel Reis, e posteriormente Luísa Tito de Morais e, nas suas faltas, Teresa Tito de Morais Mendes. - O documento “Organização e Objectivos” da CE das CCTM. - O catálogo-programa das comemorações. - O texto da carta-convite para a Comissão de Honra. - O texto da carta-convite para depoimentos no Portugal Socialista. - A carta convite para aprovação do Voto de Homenagem.

 

Nota final

Só com o civismo e o esforço desinteressado desta Comissão Executiva foi possível realizar um tão grande e importante número de acções. Só com o envolvimento das entidades e personalidades que anuíram à Comissão de Honra com destaque para o Senhor Presidente da República, Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva, que a presidiu, se permitiu dar impacto nacional às CCTM. Só com a participação activa do Presidente do PS, Dr. António de Almeida Santos, tanto nos trabalhos da CE como nos actos por ela promovidos, foi possível levar as acções do PS a bom-porto. Só com a boa-vontade e colaboração dos diversos promotores intervenientes foi conseguido o sucesso da homenagem que nos propusemos fazer a Manuel Alfredo Tito de Morais. Só com o envolvimento dos nossos convidados, convidados dos promotores e cidadãos em geral, foram atingidos os objectivos planeados.

É a própria Nação que está de parabéns por ter conseguido concretizar a justa homenagem que Tito de Morais merecia e através dela se ter passado a mensagem sobre o exemplo que deixa às gerações vindouras.

Apesar do silêncio, com raras excepções, da Comunicação Social, que diminuiu o impacto do nosso apelo à ética e aos princípios que através das CCTM queríamos fazer chegar ao País, temos razões para estar orgulhosos com a realização de todos os nossos principais objectivos. Roçámos a excelência.

Deixo a todos uma saudação fraterna e agradecida por me terem dado a honra de coordenar todo o esforço desenvolvido.

Lisboa, 14 de Julho de 2010
Luís Novaes Tito
Coordenador da CE das CCTM



publicado por Luis Novaes Tito às 16:58
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Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Portugal Socialista - Comemorativo CCTM

«Apesar de ele dizer que "não fui eu que fiz o Portugal Socialista", é na realidade a Tito de Morais que se deve "uma das principais armas de que nos servimos na luta contra o fascismo". E acrescenta: "É lícito, penso, perguntar se, sem o Portugal Socialista, o PS seria o que foi em 1 de Maio de 1974". É lícito e indubitável, a influência que o jornal exerceu como testemunho da existência da Acção Socialista Portuguesa e, a partir de 1973, do Partido Socialista.»
Marcelo Curto
Extracto do depoimento publicado neste Blog

O número especial comemorativo do Portugal Socialista dedicado a Manuel Tito de Morais que hoje se termina de publicar na Internet é a maior homenagem que o Partido Socialista lhe podia dedicar.

Tito de Morais criou esta arma em Itália para a fazer disparar em Portugal e nos núcleos da ASP no exterior, como primeira chanfalhada ao regime ditatorial português.

Com editorial do seu director, José Augusto de Carvalho, este número conta com artigos da autoria de:

António de Almeida Santos, José Sócrates, Mário Soares, J. Ferraz de Abreu, António Guterres, Eduardo Ferro Rodrigues, Amândio Silva, Ana Gomes, António Arnaut, António Coimbra Martins, António Costa, António José Seguro, António Reis, Antunes Ferreira, Duarte Cordeiro, Edmundo Pedro, Germano Lima, José Neves, Luís Novaes Tito, Manuel Alegre, Manuel van Hoof Ribeiro, Maria Carolina Tito de Morais, Maria do Carmo Romão, Maria Helena Carvalho dos Santos, Maria de Jesus Barroso, Maria José Gama, Maria Manuela Augusto, Pedro Coelho, Pedro Pezarat Correia, Vasco Lourenço e Vítor Crespo.



publicado por CCTM às 09:01
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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

Documentário sobre a vida de Tito de Morais a passar na RTPi (internacional), hoje, dia 07 de Julho de 2010, às 23:00 horas.

Pode igualmente ver o vídeo oficial da promoção (diferente do publicado neste Blog) e o teaser banda sonora no site da Panavídeo.

Sinopse



publicado por Luis Novaes Tito às 11:14
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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010
Foi com grande emoção que decorreram os trabalhos do último dia das Comemorações do Centenário de Tito de Morais. Como não poderia deixar de ser, este dia foi dedicado ao Partido Socialista que Tito de Morais "esculpiu", no dizer de Francisco Simões, ou conforme referiu José Sócrates na sessão de homenagem realizada nos jardins da Sede Nacional: "se nós tivéssemos que encontrar alguém que encarnasse o espírito e o carácter do Partido Socialista não escolheríamos melhor que Tito de Morais". (ver vídeo no Site do PS) - (ver notícia no Site do PS)
O dia foi marcado por quatro momentos:
 

CCTM - PS

A homenagem conjunta prestada pela Comissão Executiva das CCTM e pelo Partido Socialista, na qual a presidente das CCTM, Carolina Tito de Morais, e o coordenador, Luís Novaes Tito, depuseram um ramo de cravos vermelhos no busto que havia sido descerrado por António Costa junto ao muro do Partido Socialista, na passada quarta-feira, num acto da Câmara Municipal de Lisboa integrado nas comemorações.
António de Almeida Santos, Presidente do Partido Socialista, depôs igualmente um ramo de flores, em seu nome pessoal e em representação do Partido Socialista.
Foi um momento de forte emotividade.
 

CCTM - PS

O descerramento de uma placa comemorativa do centenário, na entrada da Sede Nacional do Partido Socialista. A este acto presidiram o Presidente do Partido e o Secretário-geral, José Sócrates.
Foi um momento de grande significado em que se cantou o hino oficial do Partido Socialista, a Internacional com letra de Manuel Alegre, se ergueram punhos esquerdos no fim do acto e se gritou PS, PS, toda a simbologia que Manuel Alfredo Tito de Morais sempre incentivou na fundação e na organização do PS.
 
CCTM - PS







A distribuição do número especial comemorativo do Portugal Socialista, órgão central do Partido Socialista, com o editorial do seu director, José Augusto de Carvalho, que reuniu depoimentos de todos os dirigentes e quadrantes do Partido, de três Capitães de Abril, de membros da Comissão de Honra e da Comissão Executiva das CCTM e ainda de outras pessoas que conheceram de perto a actividade pessoal e política de Tito de Morais.







A sessão evocativa realizada nos jardins da Sede Nacional do Partido Socialista.
José Sócrates abriu os trabalhos com uma alocução onde caracterizou a personalidade do homenageado e a importância que Tito teve na criação do PS.
José Neves, foi o fundador escolhido para fazer a intervenção (que se transcreve mais abaixo neste blog), Carolina Tito de Morais falou na dupla condição de presidente da Comissão Executiva e de representante da família e Almeida Santos encerrou os trabalhos com uma intervenção onde realçou o carácter de Tito de Morais e a amizade que os uniu.

CCTM - PS

O dia terminou com uma recepção aos convidados nos jardins do Palácio Praia (sede nacional do PS) onde o convívio e a camaradagem foram os pontos fortes do culminar das comemorações que decorreram toda a semana.
A anunciada actuação gratuita com que Carlos Mendes se prontificou a colaborar na homenagem não se realizou, embora ele estivesse presente, devido a questões orçamentais do Partido Socialista que inviabilizaram o transporte e montagem dos equipamentos instrumentais e sonoros.
Foi servido um "porto de honra".


publicado por Luis Novaes Tito às 23:13
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publicado por CCTM às 23:05
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José Neves - Discurso PSCamarada Presidente Almeida Santos
Camarada Secretário-Geral José Sócrates
Senhores e Senhores Convidados
Familiares de Tito de Morais
Camaradas Militantes do Partido Socialista

Constitui para mim uma grata satisfação participar nesta sessão de encerramento das Comemorações na sede nacional do Partido Socialista, pois este é sem dúvida o local apropriado, a casa política de Tito Morais, instituição de que foi impulsionador da sua criação e obreiro da sua construção.

Também é um grande privilégio compartilhar com todos os presentes este sentimento de apreço e reconhecimento pelos méritos do nosso homenageado, Tito de Morais. A presença de ilustres convidados da Comissão Executiva muito honra este momento e a quem saúdo calorosamente.

As minhas saudações de carinho aos familiares de Tito de Morais cuja presença indispensável completa o significado deste encontro.

Saúdo os camaradas Almeida Santos e José Sócrates, pois a sua participação nesta sessão abona o patrocínio e o apoio dado pelo Partido à iniciativa de homenagear a figura impar do socialista Tito de Morais.

Uma fraternal saudação de camaradagem aos militantes do Partido Socialista.

Entenderam os meus colegas da Comissão Executiva designar-me para dar o meu testemunho sobre Tito de Morais, com quem convivi e participei em acções políticas no exílio e também em Portugal. Há muito para falar sobre este meu camarada, mas vou limitar o meu depoimento ao seu período de exílio que antecedeu a criação do Partido Socialista.
Conservo bem viva na memória o meu primeiro encontro com Tito de Morais. Encontrava-me já exilado em Londres quando fui desafiado para ir a um encontro com um político da resistência de visita aquela cidade. Só sabíamos que se tratava de um membro de um grupo socialista e era patriarca de uma grande prole. Subsistia uma dúvida: Seria que se tratava de um agrupamento constituído apenas por esse cidadão e pelos seus filhos?



publicado por CCTM às 23:00
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Flores Tito de Morais - Homenagem da Comissão Executiva e do Partido Socialista



publicado por Luis Novaes Tito às 21:10
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Portugal Socialista - Comemorativo CCTM

«Apesar de ele dizer que "não fui eu que fiz o Portugal Socialista", é na realidade a Tito de Morais que se deve "uma das principais armas de que nos servimos na luta contra o fascismo". E acrescenta: "É lícito, penso, perguntar se, sem o Portugal Socialista, o PS seria o que foi em 1 de Maio de 1974". É lícito e indubitável, a influência que o jornal exerceu como testemunho da existência da Acção Socialista Portuguesa e, a partir de 1973, do Partido Socialista.»
Marcelo Curto
Extracto do depoimento publicado neste Blog

O número especial comemorativo do Portugal Socialista dedicado a Manuel Tito de Morais que hoje se publica e distribui é a maior homenagem que o Partido Socialista lhe podia dedicar.

Tito de Morais criou esta arma em Itália para a fazer disparar em Portugal e nos núcleos da ASP no exterior, como primeira chanfalhada ao regime ditatorial português.

Se o PS não tivesse feito esta edição, renegava as suas origens.

Com editorial do seu director, José Augusto de Carvalho, este número conta com artigos da autoria de:

António de Almeida Santos, José Sócrates, Mário Soares, J. Ferraz de Abreu, António Guterres, Eduardo Ferro Rodrigues, Amândio Silva, Ana Gomes, António Arnaut, António Coimbra Martins, António Costa, António José Seguro, António Reis, Antunes Ferreira, Duarte Cordeiro, Edmundo Pedro, Germano Lima, José Neves, Luís Novaes Tito, Manuel Alegre, Manuel van Hoof Ribeiro, Maria Carolina Tito de Morais, Maria do Carmo Romão, Maria Helena Carvalho dos Santos, Maria de Jesus Barroso, Maria José Gama, Maria Manuela Augusto, Pedro Coelho, Pedro Pezarat Correia, Vasco Lourenço e Vítor Crespo.



publicado por Luis Novaes Tito às 12:25
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Convite Partido SocialistaAs Comemorações do Centenário do Nascimento de Manuel Alfredo Tito de Morais encerram hoje, dia 2 de Julho, como não podia deixar de ser, na Sede Nacional do Partido Socialista que ele esculpiu, como no dia do descerramento do busto disse o escultor Francisco Simões.

 

Todos, Camaradas e quaisquer outros democratas terão as portas abertas.
Celebramos a democracia, a liberdade, a solidariedade e a fraternidade.
Celebramos a ideia de Tito de Morais.

 

16:45 Horas – Deposição pela Comissão Executiva das CCTM e pelo Presidente do Partido Socialista de flores junto ao busto de Tito de Morais.

17:00 Horas – Início da sessão de encerramento das comemorações com o descerramento de uma placa comemorativa na entrada da Sede Nacional do PS.

17:15 Horas – Sessão evocativa. Usarão da palavra o Secretário-Geral do PS, José Sócrates, o co-fundador José Neves, a presidente da Comissão Executiva das CCTM, Carolina Tito de Morais, na dupla qualidade de representante da família e encerra a sessão o Presidente do Partido Socialista, Almeida Santos.

Segue-se o lançamento e distribuição do número especial comemorativo do Portugal Socialista, de que Tito de Morais foi fundador ainda no exílio.

Na recepção oferecida pelo PS nos jardins da Sede Nacional haverá uma banca da editora para venda, com preço reduzido, da fotobiografia construída no âmbito destas comemorações.



publicado por Luis Novaes Tito às 11:25
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010
Fundação Mário Soares - FMS

 

Ao abrir a sessão na FMS, Mário Soares fez o aviso a todos que estavam em pé e se apertavam à porta de que poderiam, se quisessem, ir para uma sala contígua ao auditório onde era possível seguir os trabalhos num vídeo wall.

Depois, Mário Soares falou de Tito como um amigo de vida e de caminho, tendo dado a palavra a Pezarat Correia, que se referiu ao homenageado num contexto misto de amizade e de agente político, realçando o papel que Tito desempenhou nos tempos conturbados imediatos à Revolução.

Dizia Pezarat que Tito de Morais usava as palavras com o significado de quem tinha sentido na pele o que elas continham e exemplificou:
Na linguagem comum diz-se polícia política e o Tito dizia PIDE; diz-se estado novo e ele dizia fascismo; diz-se Oliveira Salazar e ele dizia ditador.

Medeiros Ferreira optou pelo enquadramento histórico. Colou esta homenagem à do Centenário da República e fez votos para que a da República seja tão honesta como esta foi, ouvindo todas as vozes e abordagens históricas.

A terminar a sessão veio a emoção em forma de montagem de som e imagem com que Isabel Tito de Morais Correia Pires, neta do homenageado, mergulhou a assistência.

 

Na parte da manhã tinha-se procedido ao registo notarial da Associação Tito de Morais.

 

As comemorações encerram amanhã com uma deposição, pela Comissão Executiva das CCTM, de flores no busto de Tito de Morais, a que se seguirá o descerramento de uma placa comemorativa na Sede Nacional do Partido Socialista, intervenções do seu Presidente e do Secretário-Geral, do fundador José Neves e da Presidente da Comissão Executiva, Carolina Tito de Morais. Durante a recepção que se seguirá, será distribuído o número especial do Portugal Socialista, órgão central do PS, que Manuel Tito de Morais fundou.



publicado por Luis Novaes Tito às 21:00
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Convite FMS

 

Fundação Mário Soares nas Comemorações do Centenário de Tito de Morais
Hoje, dia 01 de Julho de 2010, 18:30 horas
Rua de São Bento 160, Lisboa.

Mesa
Preside: Mário Soares
Oradores convidados: Medeiros Ferreira e Pezarat Correia
Representante da família: Isabel Tito de Morais Correia Pires

Enquadramento histórico do percurso de Manuel Tito de Morais



publicado por Luis Novaes Tito às 17:02
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Quarta-feira, 30 de Junho de 2010

Só uma amostra do descerramento do busto de Tito de Morais que nenhuma televisão passou.

É pena que a assistência apresentada no início seja a que estava muito antes de se ter iniciado a cerimónia. Fica-se com uma ideia errada do número de pessoas presentes.

Igualmente é pena que, dos 4 oradores, só tenham dado imagens de 3 tendo excluído o Manuel Tito de Morais, filho do homenageado, que contou muito do percurso de exílio que teve de fazer com o seu pai. (intervenção no Post anterior)



publicado por Luis Novaes Tito às 19:12
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Manuel Tito de Morais - Descerramento do busto Quero começar por agradecer à Câmara Municipal de Lisboa, em especial ao seu Presidente Dr. António Costa, ao Dr. Manuel Alegre, à Comissão Executiva que organizou estas comemorações na pessoa do Luís Novaes Tito, ao escultor Francisco Simões, ao Partido Socialista que deu todo o apoio logístico e a todos os que se associaram a estas comemorações e nelas participam. Permitam-me também um agradecimento especial ao Presidente do PS, o camarada Almeida Santos, que tem honrado com a sua presença todas as cerimónias destas comemorações.

Caras amigas e amigos, caros camaradas, é com muita honra que estou aqui hoje convosco, com a minha Mãe, as minhas irmãs e meus irmãos e restante família, para neste acto simbólico de descerrar este busto do meu Pai que teria completado 100 anos no passado dia 28 de Junho.

Quando fui escolhido para agradecer em nome da família para falar nestas comemorações hesitei em aceitar. Primeiro porque sempre tive dificuldade em encontrar palavras para traduzir as minhas emoções e depois ou talvez por isso porque nunca gostei de falar em público. Mas a memória do meu pai e o respeito da luta por um Portugal livre e mais justo, levam-me a fazê-lo.

Eu partilhei com ele a minha infância e juventude, entre Angola, Brasil, Argélia e Itália. Só depois do 25 de Abril, quando ele regressou a Portugal para viver no país livre pelo que tinha combatido, as nossas vidas se separaram.

Vou contar quatro episódios, entre muitos, que o ilustram para mim. O primeiro foi antes de eu nascer, como me foi contado por ele. Quando da campanha do general Norton de Matos, para contornar os obstáculos que o fascismo punha, tinha sido prevista uma manifestação de apoio ao general num teatro. No entanto, encontrava-se a sala com numerosos agentes da PIDE com o intuito de intimidar a assistência.

Foi o meu pai que, ignorando a presença da polícia, se levantou e lançou os vivas ao general que se encontrava no balcão, pondo de pé a assistência. O segundo episódio ocorreu em Angola no seu primeiro exílio fora de Portugal. Ele foi responsável pela electrificação de uma barragem, o Cunene se a memória não me engana. Ele tinha orgulho em recordar que tinha planificado e completado a obra nos prazos previstos. Só quem um dia trabalhou em África, numa zona isolada, e numa altura em as comunicações não existiam, pode perceber o esforço de previsão e supervisão, e a atenção ao detalhe que isso demonstra.

O terceiro episódio que vos queria contar foi quando por lhe serem negadas todas as hipóteses de trabalho em Portugal e na Europa, ele com minha mãe e meu irmão João viajou para o Brasil num barco argentino de imigrantes que partiu de Vigo. A comida a bordo servida à terceira classe onde ele ia, estava estragada. Quando da escala nas Canárias, ele organizou uma greve dos passageiros, impedindo a partida do barco até obter a melhoria das condições.

Por fim, o último episódio ocorreu em 25 de Abril 1974. Ele estava a entrar em Franca, para juntar-se a Mário Soares e Ramos da Costa e apanhar o Sud Express para Portugal. Tinha de o fazer como sempre no carro de um camarada de uma zona fronteiriça neste caso com a Bélgica, apostando que a polícia francesa não fosse controlar o ficheiro. Neste caso teve azar, e a polícia recusou-lhe a entrada. Contou-me ele, quando chegou a Paris, que fez tanto barulho na fronteira que obrigou a presença do chefe da polícia. Foi este, conhecedor do que se estava a passar em Portugal, lhe disse que depois da altercação pública não o podia deixar passar ali, mas ele próprio lhe indicou o caminho por uma fronteira secundária por onde entrar clandestinamente em França.

Foi esta a coragem e determinação que ele consagrou à luta contra o governo fascista. O local escolhido para o acto que nos reúne aqui tem uma forte carga simbólica: estamos paredes-meias com a sede do Partido Socialista, Partido o qual ajudou a fundar com Mário Soares, Ramos da Costa e tantos outros, do mais incógnito militante ao mais conhecido.

Como Manuel Alegre um dia disse, o meu pai era o Partido Socialista antes de o Partido o ser.

Ousaria eu dizer que em certa medida ainda é o Partido Socialista depois de o Partido ser. No princípio dos anos 60, as experiências da luta antifascista e anticolonialista, a própria perseguição de que ele era alvo da parte do regime fizeram-lhe compreender a necessidade de organizar e unir os socialistas numa organização autónoma para isolar o regime fascista ruindo os apoios de que dispunha na Europa ocidental.

Tenho de sublinhar que para esse objectivo, ele contou (Portugal contou) com o apoio total e sem falhas do Partido Socialista Italiano, de muitos dos seus militantes e dirigentes, principalmente Pietro Nenni, Francesco De Martino e Sandro Pertini. Foi o PSI que introduziu os contactos com os outros partidos da Internacional Socialista. Foram esses contactos que minaram as relações entre o regime fascista e as democracias europeias.

Foi o PSI quem permitiu a impressão do Portugal Socialista, que servia de cimento e referência à ASP e depois ao PS. Era um trabalho imenso que eu compartilhei quase sete anos com ele, entre obter os artigos, escreve-los todos à máquina, corrigir os erros que inevitavelmente os camaradas italianos cometiam a escrever numa língua que não conheciam, recortar as provas para fazer a maqueta e paginação. Depois da impressão ainda era preciso escrever cada mês os endereços em centenas de envelopes, com canetas diferentes, tentando mascarar a escritura para não ser sempre igual. Envelopes que eram depois enviados para correspondentes nos outros partidos da internacional socialista (principalmente Escandinávia, Benelux e Alemanha) de onde eram enviados para Portugal.

Foram também camaradas italianos que vieram inúmeras vezes a Portugal, introduzindo documentos ou dinheiro para as actividades clandestinas, apesar do risco de serem detidos e roubados pela PIDE ao chegar a Portugal, como algumas vezes sucedeu.

Foi também de Itália que meu pai preparou o congresso de fundação do PS para a qual foi advogado impar. Além do aspecto político, ocupou-se também da logística do congresso, preparando as pastas para os delegados, copiando as moções a discutir e a declaração de princípios a aprovar.

Essa incansável actividade militante só foi possível também graças à ajuda constante, ao trabalho e ao encorajamento da minha mãe.

Um símbolo do resultado dessa actividade é um desenho de um jornal inglês, The Times, quando da visita que Marcelo Caetano fez a Inglaterra para tentar melhorar a imagem do governo. O núcleo da ASP de Londres, então dirigido por José Neves, com a ajuda do partido trabalhista inglês foi o grande impulsionador de manifestações de hostilidade que marcaram essa visita, transformando-a no contrário do que o regime fascista pretendia. O desenho do Times mostra um grupo compacto de polícias ingleses, entre os pés dos quais surge uma mão estendida que o Primeiro-ministro inglês se apresta a apertar, com a legenda “Dr. Caetano I presume?”

Quando saí de Itália para estudar para Franca, o meu Pai tinha projectos para fazer um filme sobre a vida do General Humberto Delgado que servisse para tornar consciente da ditadura portuguesa a opinião pública europeia e queria obter dos partidos socialistas o financiamento para lançar uma rádio do partido socialista a partir de um barco ao largo de Portugal no limite das águas internacionais.

No Natal de 1973, quando eu regressava para Franca, depois de ter ido passar as férias em família, ele fez parte do trajecto de comboio comigo. Foi então que ele me anunciou que estava para haver um golpe de estado em Portugal e a sua certeza que o fim do fascismo estava para breve. Confesso que apesar da convicção inabitual do seu olhar, não acreditei que assim acontecesse e pensei que seria mais uma das desilusões como tinha havido muitas. Quando o voltei a ver, foi em casa de Mário Soares em Paris aonde eu me encontrava a filtrar os telefonemas e tentar apanhar num pequeno transístor a Emissora Nacional e a rádio Clube. Quando ele chegou, vindo do episódio a que já me referi, ficou-me marcado para sempre a alegria sem nome que vi no seu olhar profundo e penetrante que todos os que o conheceram recordam.

Depois disso a história já é mais conhecida, e outros muito melhor do que eu já a contaram. É este o testemunho que queria oferecer do homem e dos feitos que a Câmara Municipal de Lisboa hoje aqui homenageia.

Muito Obrigado.

Manuel Tito de Morais
2010.06.30



publicado por CCTM às 19:10
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Câmara Municipal de Lisboa - Descerramento do busto de Tito de Morais

 

Quando ao meio-dia se descerrou o busto de Tito de Morais na confluência da Rua das Amoreiras com a Dom João V, ao Largo do Rato, os cidadãos de Lisboa passaram a ter mais memória para a necessidade de nunca cruzarem os braços perante as adversidades e o fatalismo.

Por outras palavras igualmente sentidas foi isto que António Costa quis dizer.

Antecedido por Manuel Alegre que num forte discurso descreveu Tito de Morais como um Homem de símbolos e simbologias, um Homem de princípios de que nunca abdicou em toda a sua vida, mesmo quando foi confrontado com o pior e mais brutal que o regime do Estado Novo tinha para oferecer a quem dele discordava.

Já antes Manuel Tito de Morais, filho do homenageado, tinha feito a demonstração da têmpera de seu pai ao relatar a vida de exílio em que o acompanhou.

O escultor Francisco Simões que iniciou as alocuções com um discurso onde frisou o carácter de combatente de Tito de Morais e a resistência que Tito sempre fez às derivas da Declaração de Princípios do PS, fez questão em frisar o orgulho que sentia por ter deixado o seu cunho na arte pública que fica de atalaia ao muro da Sede Nacional Do Partido Socialista.

Presentes, para além do Presidente do Partido Socialista, Almeida Santos, muitos vereadores da CML, diversas entidades e individualidades e muitos cidadãos de Lisboa e também militantes do Partido Socialista que não quiseram deixar de se associar a esta homenagem.

 

Oradores no descerramento do busto de Tito de Morais



publicado por Luis Novaes Tito às 18:21
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Busto de Tito de Morais


publicado por Luis Novaes Tito às 17:28
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Busto de Tito de MoraisAo fim da tarde de ontem, faziam-se os últimos preparativos para que Manuel Tito de Morais passe a ter, a partir de hoje ao meio-dia, a homenagem que Lisboa lhe deve.

Perto, quase encostado ao muro da Sede Nacional do PS, como um marco em reconhecimento de uma vida dedicada às ideias da liberdade, da solidariedade, da fraternidade e de igualdade de oportunidades que o Tito sempre quis que fossem as bases do seu Partido Socialista.

O busto que António Costa vai descerrar numa sessão onde Manuel Alegre não deixará de evocar essas ideias defendidas com enormes custos por Tito de Morais, é uma memória em bronze para que nunca se esqueça que esses princípios são um bem que exigem luta e conquista todos os dias.

Usarão ainda da palavra o escultor Francisco Simões e Manuel Tito de Morais, filho do homenageado.



publicado por Luis Novaes Tito às 02:39
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Convite busto Tito de Morais


publicado por CCTM às 01:58
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010

Homenagem Nacional - Assembleia da República

Depois de ser sido lançado e posto em circulação um “postal-inteiro” comemorativo do centenário de nascimento de Tito de Morais, da autoria dos CTT, numa cerimónia realizada na Assembleia da República que contou com a apresentação de Pedro Coelho pelos CTT, Jaime Gama, anfitrião do evento e Carolina Tito de Morais, filha mais velha de Manuel Tito de Morais e Presidente da Comissão Executiva das CCTM, deu-se início, na sala da biblioteca, à Homenagem Nacional ao antigo presidente da Assembleia da República.

Usaram da palavra, Luís Barbosa, presidente da AEDAR, Domingos Abrantes pelo PCP, Fernando Rosas pelo BE, Narana Coissoró pelo CDS, Mota Amaral pelo PSD, Maria de Belém Roseira pelo PS, Carolina Tito de Morais pela família e pela Comissão Executiva e o Presidente, Jaime Gama, que encerrou a sessão.

Numa sala repleta de individualidades representantes dos diversos órgãos de soberania, do poder judicial e do poder local, antigos e actuais Deputados, dirigentes sindicais, representantes das diversas Ordens, familiares de Tito de Morais e membros das Comissão de Honra e Executiva das Comemorações e muitos outros convidados e cidadãos que quiseram participar nesta homenagem nacional, foi unânime o reconhecimento da importância que Manuel Alfredo Tito de Morais teve na luta pela democracia e na sua consolidação no pós 25 de Abril.

Todos lhe reconheceram o papel fundamental que desempenhou, primeiro a favor da liberdade e, depois do movimento militar que derrubou a ditadura, a favor do desenvolvimento social das populações e da dignificação da função parlamentar, para ele símbolo maior da democracia portuguesa.

Tratou-se de um acto raro de grande unidade que muito honrou a Casa do Povo, como Tito de Morais gostava de chamar à Assembleia da República.

Inteiro Postal - Assembleia da República



publicado por CCTM às 23:55
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Biografia - Assembleia da República



publicado por Luis Novaes Tito às 22:00
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Postal inteiro - CTT - Assembleia da República



publicado por Luis Novaes Tito às 21:57
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Biografia ARPresidida pelo Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, vai ser hoje prestada, na Assembleia da República, a homenagem nacional a Manuel Alfredo Tito de Morais.

Numa sessão em que também intervirão os representantes de todos os Grupos Parlamentares e da Associação de Antigos Deputados, Tito de Morais - Presidente da Assembleia da República nos anos de 1983/4, será evocado como exemplo de combatente pela liberdade, pela democracia, pela ética política e pelos ideais republicanos.

O acto terá início às 18 horas, na Biblioteca do Palácio de São Bento, sendo antecedido pelo lançamento de um "postal-inteiro" dos CTT e pela apresentação de uma brochura biográfica de Tito de Morais produzida pelos serviços da Assembleia da República.

Ainda neste âmbito, Jaime Gama descerrou, às 12:00 horas, uma placa evocativa na casa de Lisboa onde viveu Tito de Morais, numa cerimónia que teve participação alargada.

"É com grato prazer que presenciamos hoje ao descerramento desta placa na casa em que viveu Manuel Alfredo Tito Morais, que simboliza aquilo que foi em vida: como um grande combatente político, um homem bom e sério, e um homem de luta pela liberdade e democracia do seu país", afirmou Jaime Gama.



publicado por CCTM às 13:12
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Tito de Morais - 1974
CCTM
Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais

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