Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Maria Barroso - Maryvonne CampinosTito c’est ainsi que je l’ai toujours appelé était dans mon cœur mon père “portugais” en effet arrivée au Portugal après le 25 Avril j’ai été intégrée immédiatement dans sa famille avec Jorge, par Jorge je devrais dire.

En effet existait entre eux une amitié profonde fondée dans une communion idéologique dont les bases étaient avant tout la droiture et l’honnêteté.

Dans les moments difficiles de l’instauration de la démocratie c’est dans sa maison autour d’un diner que les grandes discussions sur les lignes stratégiques du PS et l’avenir de la démocratie avaient lieu, toujours chaleureuses malgré les désaccords.

Et combien de diners…et combien de weekends dans leur petite maison louée à Malveira da Serra dans laquelle toute la famille passait, y compris mes deux garçons qui là pouvaient s´épanouir.

De l’homme me manque cette patience qu’il avait à écouter ma différence bien qu’ayant des idées très arrêtées.

Du politique, j’ai gardé l’orgueil d’avoir pu bénéficier de l’intimité d’un homme droit, honnête, de principes qui a joué un rôle fondamental dans la création de l’ASP, du PS et l’avenir du Portugal.

Tito comme tu me manques et combien tu manques à cette démocratie si peu sure d’elle même, replète d’hommes qui ne t’arriveront jamais à la cheville!

Saudades

Maryvonne Campinos

(recebido por email em 2010.01.13)



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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

de Rerum Natura"Deparei-me hoje com um blogue de homenagem a Manuel Tito de Morais, um dos fundadores do Partido Socialista, no 10.º aniversário da sua morte.

Nele, Pedro Tito de Morais recorda, entre outros familiares, o seu tio Augusto Tito de Morais, também já falecido, professor catedrático do Instituto de Medicina Tropical, médico da Organização Mundial de Saúde que, nessa qualidade, viajou pelas sete partidas do mundo".

(...)

Rui Baptista

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publicado por Luis Novaes Tito às 02:37
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Quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009

Foto de Gabriel Brustoloni (1970)Por ocasião do 10° aniversário do falecimento de Tito de Morais, antigo militante e co-fundador do PS como também Presidente da Assembleia da República, tenho o prazer de remeter a esta Comissão as anexas fotos que remontam à Primavera do ano de 1970.

As fotos em questão foram tiradas no extremo norte da província de Viterbo, quando do exílio italiano do destacado anti-salazarista português, com quem privei, já em sua residência romana de Via Catania, momentos de agradável convívio, acompanhados de interessantes trocas de impressões sobre a situação portuguesa daquela época.

Gabriel Brustoloni
Roma,Itália

(recebido por email em 2009.12.14)



publicado por CCTM às 02:21
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Frente Republica e SocialistaFoi em 1980 que conheci Tito de Morais. Fizemos a campanha da Frente Republicana e Socialista.

Recordo que fazia parte de um grupo com o Mário Beja Santos também do PS e o António Fontes da ASDI, que só apareceu para um almocito, sendo que eu representava a UEDS.

Pertencia ao grupo minoritário dessa curiosa organização, era membro da comissão politica e embora por razões formais tivesse recusado ser candidato tinha participado na comissão do programa da FRS e empenhei-me activamente na campanha.

Com Tito de Morais fiz porta a porta, estive nalgumas fábricas e participei em sessões de esclarecimento. Almocei e jantei algumas vezes com o grupo, a que se juntava de vez em quando algum militante socialista e sempre o motorista. Ficaram-me momentos que recordo.

Na porta de uma fábrica assumira o meu lado esquerdo e distribuía os documentos com o Tito de Morais muito sisudo, pois não, com a ladainha “Contra os contratos a prazo, vota FRS”. Ao almoço sem hostilidade explicou-me o disparate, e eu que o sabia responsável por alguma dessa legislação e que usara o estribilho por vontade de autonomia, fiquei sem argumentos. Não voltei a confrontá-lo...

Numa sessão na Amadora fiz o que julgo uma das minhas 1ªs intervenções fora do circuito estudantil e entrei a matar contra as lógicas urbanas à pato bravo, que dominavam a Amadora, e por uma política ambiental contra a nuclear e por alternativas, etc., etc. No fim recebi, apesar do meu entramelamento, um caloroso abraço. Soube que o António Lopes Cardoso ficou satisfeito.

Num almoço com o Beja Santos a espicaçá-lo, o que não era muito necessário porque Tito de Morais era um contador de estórias da vida, eu, que tinha chegado à UEDS vindo do sector libertário/concelhista percebi o enquadramento e a lógica das politicas do PS e uma leitura magistral das cisões porque tinha passado. A lógica frente popular do Manuel Serra e as suas raízes numa cultura de menor apreço pela democracia política, a cisão entrista/trosquista da Carmelinda sem comentários, esses dois cortes com o registo e a história e ideologia do socialismo democrático e da social-democracia e a ruptura do Lopes Cardoso (personagem também ímpar da nossa democracia a quem preito aqui a minha homenagem) com causas diferentes e que ele premonizava se voltaria a integrar... no PS.

Essa e outras conversas marcaram-me e fizeram-me perceber melhor um espírito de serviço público e aproximaram-me do António Lopes Cardoso (quando da crise do/com o Eanes) e viriam a afastar-me dele quando, como Tito de Morais tinha previsto, voltou para o PS (num congresso onde, fique para a história, a minha moção de transformar a UEDS num Partido Radical teve 1/3 dos votos!)

Passamos por muita gente que recordamos e por muita que esquecemos. Do Tito de Morais recordo a integridade e as sólidas bases politicas, e estórias pessoais, assim como a solidariedade empenhada. Com ele recordo esses momentos de luta e de afectos, num período difícil (e qual não é, há que dizê-lo!) e a partilha do pão e do vinho.

António Eloy

(recebido por email em 2009.12.11)



publicado por CCTM às 00:30
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Quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Tito de Morais Conheci pouco o meu Tio Manuel Alfredo. Privei pouco com ele. Não tenho por isso nenhuma história particular para contar. Restam-me algumas memórias de encontros esporádicos em família e um sentimento de referência ou, se quiserem, de legado familiar, que cada um de nós procura manter nas suas vidas pessoais e profissionais. E é isso que julgo poderá ser interessante partilhar.

Conheci o meu Tio Manuel Alfredo tinha 12 anos. Pela mesma altura conheci a minha Tia Maria Emília, sua mulher, a maioria dos meus primos, respectivos maridos/mulheres, os filhos destes – meus primos em segundo grau, mas mais próximos de mim na idade – e a minha Tia Maria Palmira, sua irmã. O 25 de Abril de 1974 acontecera há poucos meses e tornara isso possível.

Até essa altura, a minha família paterna, era quase um mistério. Ouvia falar dos meus avós, dos meus tios e dos meus primos, mas não os conhecia. Nem me lembro de fotos que me permitissem dar caras aos nomes. Mas o mistério também não era assim tão grande. Afinal, por razões diferentes, mas de alguma forma relacionadas, conhecera os meus dois irmãos mais novos, alguns primos paternos e a minha Tia Maria da Conceição – casada em primeiras núpcias com o meu Tio Manuel – apenas dois anos antes. Em tom de brincadeira, dizíamos – e ainda dizemos – que éramos uma família de nómadas. Desencontrados. Mal sabia eu porquê.

Curiosamente, nas acções de sensibilização sobre a segurança online de crianças e jovens em que participo no âmbito do Projecto MiudosSegurosNa.Net, costumo referir a facilidade de acesso à informação e à comunicação – escrita, áudio e vídeo – como dois dos grandes benefícios das tecnologias de informação e comunicação para crianças, jovens e adultos. Houvesse Internet e, estou certo, teria conhecido o meu Tio Manuel e a minha família paterna mais cedo. E, estou certo, que foi por isso também que o meu Tio Manuel Alfredo lutou. Para que pais, filhos, netos, avós, tios, sobrinhos e primos, não fossem forçados a viver longe das suas famílias, por delitos de opinião.

À luz disto, talvez para mim, o legado do meu Tio Manuel e da minha família paterna seja este. Que tão importante quanto a protecção e a segurança de crianças e jovens, seja a protecção e a promoção da liberdade de expressão. Na Internet e fora dela. E que nunca uma deverá por em causa a outra.

A terminar, não posso deixar de referir que, nas minhas deambulações pelo país no âmbito do Projecto MiudosSegurosNa.Net, é habitual vir alguém ter comigo e perguntar-me timidamente: "O seu nome é-me familiar. Por acaso, é familiar do Tito de Morais, do Partido Socialista?". Ao que timidamente, respondo sempre com orgulho: "Sim, sou sobrinho. Era irmão do meu Pai". Por vezes, depois desta curta apresentação, lá vem uma história. Mais uma história que me permite conhecer um pouco melhor o meu Tio Manuel. Histórias e depoimentos como os quem têm sido partilhados neste blogue e que me estão a permitir conhecê-lo melhor. E dar a conhecê-lo aos meus filhos. Obrigado por isso.

Tito de Morais

(recebido por email em 2009.12.02)



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Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Isabel TitoNão vou falar do avô Manuel como político, pois há alguém com certeza muito mais habilitado do que eu para o fazer, apesar da sua vida privada nunca se poder dissociar da política.

Porque o avô sempre foi um teimoso lutador naquilo em que acreditava. Era um homem determinado e empreendedor e que por detrás dos seus lindos olhos verdes água tinha um prazer enorme em receber em sua casa toda a família e amigos. Havia sempre lugar para mais um. Tanto na sua casa de Lisboa, como na Malveira da Serra e mais tarde na Terrugem.

Depois das refeições ninguém lhe tirava o seu whisky e o cigarro e a seguir por vezes desaparecia da confusão habitual dos Titos, uma família tipicamente italiana com o sangue na guelra e onde também as mulheres desta família (desculpem-me os homens) tinham um papel preponderante e, se refugiasse ora no seu escritório (em Lisboa) ou na sua oficina de engenhocas (na Terrugem) que tanto prazer lhe dava.

Devido à sua personalidade vincada quis comemorar os seus 79 anos (e não os 80) numa grande festa familiar e rodeado de muitos amigos.

Alguns de nós herdámos os seus olhos, a cor do cabelo, a voz, a sua teimosia, mas julgo que todos herdámos os seus princípios e o respeito pelo próximo.

Isabel

(recebido por email em 2009.12.01)



publicado por CCTM às 02:00
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Segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Caro Luís Tito

Conheço várias histórias com o Manuel Tito de Morais, que acompanhei desde o 25 de Abril de 1974. Quando constituímos a JS. E nem sempre estivemos de acordo.

Mas contarei apenas uma estória: estávamos em plena campanha eleitoral. Meados da década de 80. Eu estava no secretariado da FAUL. Organizámos um "diálogos abertos com o PS" no Largo Camões. Uma tenda, debates, actividades culturais e... uma passagem de modelos. Com Eduarda Abundanza, Inês Simões... Estavam a aparecer os primeiros designers de moda portugueses. Ana Salazar já tinha feito o seu percurso.

Mas tratava-se de uma iniciativa do PS e... o teu pai foi lá. E lembro-me da cara dele: o PS a fazer uma coisa daquelas. Ficou admirado. Achou que a actividade politica estava a deixar-se penetrar por outras formas de fazer política. Não sei se ficou chocado. Não o disse. Mas ficou... admirado. Lembraste Graça (Eduardo)?

Parabéns pela iniciativa. Abraço,

Margarida Marques

(recebido por email em 2009.11.29)

 

Nota a Margarida Marques – Não sou o Luís Tito filho do Manuel Tito de Morais, mas sim o Luís Novaes Tito que foi seu adjunto quando ele foi Presidente da Assembleia da República. De qualquer forma agradeço a estória que publico, como publicarei outros depoimentos, estórias, imagens e apontamentos,  passadas com Tito de Morais, que forem enviadas para o nosso endereço cctm@sapo.pt



publicado por Luis Novaes Tito às 02:19
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Tito de Morais - 1974
CCTM
Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Tito de Morais

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