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CCTM

Comemorações do Centenário de Manuel Tito de Morais

26
Jan10

Vontade política

Jose Neves

...Sem a contribuição de Tito de Morais nas acções lançadas nos areópagos internacionais, sem a sua actividade política como Secretário de Organização da ASP e a criação do "Portugal Socialista", sem o seu trabalho junto das comunidades de emigrantes constituindo os Núcleos que estiveram no Congresso da fundação e sem a pressão que permanentemente colocava para que o trabalho político progredisse, o Partido Socialista não teria sido fundado em Abril de 1973. Data limite para a acção histórica desempenhada pelo PS em Portugal no período pós 25 de Abril, conforme os acontecimentos vieram a confirmar.

Como Mário Soares afirmou num depoimento:

"... foi devido, em grande parte, à vontade política inquebrantável de Manuel Tito de Morais que os obstáculos foram vencidos e o PS começou."

23
Jan10

Memória (2)

CCTM

Acção Socialista “Manuel Tito de Morais foi uma personalidade única, um exemplo moral para todos nós, pela determinação, coragem e coerência com que defendeu as suas ideias de liberdade e justiça social”,

afirmou o presidente do PS, Almeida Santos, na cerimónia, no dia 14, no cemitério da Guia, em Cascais, que assinalou os dez anos da morte do fundador do nosso partido e antigo presidente da Assembleia da República.

“Nunca conheci ninguém cujo carácter, honradez, integridade moral, coragem e coerência das ideias me tenham impressionado tanto, por isso foi a figura política que mais me marcou”,

referiu o presidente do PS, sublinhando que

“é preciso não esquecer homens como Tito de Morais que foi um resistente pela liberdade e democracia, com os sacrifícios inerentes, desde a prisão ao exílio”.

21
Jan10

Recordando Manuel Alfredo Tito de Morais

Alvaro Sales Lopes

Contentores Em finais de 1975, recebi um convite para trabalhar no Gabinete do Secretário de Estado do Emprego como assessor para a área do emprego e formação profissional, minha especialidade técnica no IEFP.

Em 1 de Dezembro, após breve encontro com o chefe do gabinete, fui apresentado pessoalmente ao Eng. Tito de Morais, pessoa que, não obstante não conhecer pessoalmente, há muito admirava.

Foi logo manifestada uma grande empatia entre ambos. Aquela figura franzina de uma correcção extrema, deixou-me imediatamente estupefacto pelo facto de, não obstante o curto tempo de acção governativa que levava, já dominar com grande profundidade as necessidades imediatas do emprego e formação profissional, a dimensão da capacidade de resposta dos serviços, o nome de todos os dirigentes cuja competência era reconhecida independentemente da ideologia seguida.

Muitos foram aqueles que independentemente da cor partidária lhe ficaram eternamente reconhecidos, dedicando-lhe o respeito e a consideração que este Homem de Princípios merecia.

Entre inúmeras acções realizadas, vem-me à memória um episódio que jamais esquecerei. Os chamados “Homens da Rua” do sector portuário eram trabalhadores sem qualquer protecção social que há muito vinham solicitando uma solução para a sua difícil situação. Havia casos de extrema penúria porquanto não conseguiam trabalho continuado chegando a estar grandes períodos sem laborar e, como tal, não conseguiam angariar os meios de sobrevivência. Várias vezes os seus representantes foram recebidos no Gabinete mas o assunto não era de fácil resolução. Todos os dias se concentravam à porta do Ministério do Trabalho, na Praça de Londres, edifício onde no 16º andar estávamos instalados. Sem nada prometer, como era seu hábito, no meio de imensos assuntos que exigiam uma actuação imediata, Tito nunca esqueceu o drama dos Homens da Rua.

Apesar das dificuldades de vária ordem, incluindo dificuldades legais, o subsídio de desemprego acabou por se tornar realidade. Dias antes da decisão ser tornada pública, acompanhava eu o Secretário de Estado, vejo uma enorme algazarra à porta do Ministério. Receei pela reacção daquela gente ao reconhecer o governante de quem dependia a solução da sua precária situação. Qual espanto meu quando se ouve uma voz entre a multidão dizer:

Camaradas, vem aí o “Nosso Homem", o Engenheiro Tito de Morais!

De imediato abriram alas entre imensas palmas e Tito de Morais pondo os olhos no chão envergonhadamente entrou no Ministério. Voltando-se para mim disse: Mas que fiz eu para merecer isto!

Personagem de grande rigor político. Homem de uma só palavra, foi e soube ser incómodo em muitos momentos da vida deste País. Hoje faz-nos falta tal incomodidade porque era justa.

Vamos comemorar o centenário de Tito de Morais por ele, por nós, por Portugal que precisa cada vez mais de ter presente o nome e a obra dos poucos que têm sabido dignificar a palavra Povo.

14
Jan10

Un homme droit, honnête et de principes

CCTM

Maria Barroso - Maryvonne CampinosTito c’est ainsi que je l’ai toujours appelé était dans mon cœur mon père “portugais” en effet arrivée au Portugal après le 25 Avril j’ai été intégrée immédiatement dans sa famille avec Jorge, par Jorge je devrais dire.

En effet existait entre eux une amitié profonde fondée dans une communion idéologique dont les bases étaient avant tout la droiture et l’honnêteté.

Dans les moments difficiles de l’instauration de la démocratie c’est dans sa maison autour d’un diner que les grandes discussions sur les lignes stratégiques du PS et l’avenir de la démocratie avaient lieu, toujours chaleureuses malgré les désaccords.

Et combien de diners…et combien de weekends dans leur petite maison louée à Malveira da Serra dans laquelle toute la famille passait, y compris mes deux garçons qui là pouvaient s´épanouir.

De l’homme me manque cette patience qu’il avait à écouter ma différence bien qu’ayant des idées très arrêtées.

Du politique, j’ai gardé l’orgueil d’avoir pu bénéficier de l’intimité d’un homme droit, honnête, de principes qui a joué un rôle fondamental dans la création de l’ASP, du PS et l’avenir du Portugal.

Tito comme tu me manques et combien tu manques à cette démocratie si peu sure d’elle même, replète d’hommes qui ne t’arriveront jamais à la cheville!

Saudades

Maryvonne Campinos

(recebido por email em 2010.01.13)

13
Jan10

Comunistas e socialistas. Anos 60 e também 70

CCTM

Raimundo Narciso - Avante 1973

" - Então qual é o teu blog? – interroguei o Jaime Mendes – Que ainda não tinha, faltava escolher o nome. Recentemente anunciou-me, naquela feira de "amizades” e bolsa de encontros que é o Facebook, que já velejava em velocidade de cruzeiro.

Um dos seus primeiros posts foi dedicado ao sogro, Tito de Morais, um dirigente histórico fundador do PS, político muito respeitado e carismático representante da ala esquerda do Partido Socialista. A leitura fez-me recuar ao ano de 1973, ia eu no meu oitavo ano a viver na clandestinidade e na sexta casa clandestina, então em Odivelas. A Leonor já ia com três anos de idade (e de clandestinidade mas sem dar por isso) a Maria esperava o José para Março do ano seguinte.

O post do Jaime conduziu-me ao histórico e clandestino primeiro e único (antes do "25 de Abril") encontro de delegações do Conselho Directivo do Partido Socialista, recém-constituído e do Comité Central do PCP, em Paris. O "Comunicado Comum" saído da reunião e publicado no Avante clandestino de Outubro de 1973 (na imagem) refere como data o mês de Setembro mas não oferece, por causa da PIDE, mais nenhuns dados, nem o dia, nem o país ou a cidade onde teve lugar ou a composição das delegações.

Sei que a reunião foi em Paris porque participei nela e lembro-me bem de que ocorreu na manhã de 12 de Setembro de 1973, como explicarei."

Raimundo Narciso

Continue a ler em Caminhos da Memória.

Imagem de: Raimundo Narciso (fazer clik para ler a imagem)

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